Magno Malta, mais um corrupto no governo Bolsonaro

Foto: Reprodução/Facebook

Jair Bolsonaro mal começou iniciar a transição de governo e já adotou um mau costume: se cercar de corruptos. Após ter convidado Onyx LorenzoniPauderney Averlino e Alberto Fraga para participar de seu governo, o novo integrante do “bando” é Magno Malta, um dos três senadores envolvidos no escândalo da máfia das ambulâncias, também conhecido como máfia dos sanguessugas.

O parlamentar é cotado por Bolsonaro para assumir uma nova pasta que deve ser chamada de Ministério da Família, abarcando as pastas de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. Malta defende bandeiras de combate à legalização de drogas e aborto.

O senador não reeleito, que também é pastor evangélico e cantor gospel, foi indiciado pela Polícia Federal, em 2017, por formação de quadrilha, lavagem de dinheiro e corrupção passiva por ter participado de um esquema que fazia compras superfaturadas de ambulâncias para prefeituras com dinheiro do orçamento.

Ele foi acusado de receber um carro Fiat Ducato em troca de apresentar uma emenda para as empresas do chefe do esquema, Luiz Antônio Trevisan Vedoin. O parlamentar se justificou dizendo que apenas havia pego o carro emprestado de um deputado.

Conhecido por seus discursos sobre “a moral e bons costumes” e ataques à esquerda, Malta gastou R$ 472 mil, de cota parlamentar, em dois postos de gasolina do Espírito Santo, o que permitiria percorrer 1.055.930 km com um carro padrão de 10 km/l, isso seria equivalente em percorrer o estado 2.823 vezes, ou cruzá-lo a cada 29 horas durante esses nove anos. Os valores declarados pelos outros dois senadores do ES na época mesmo somados não chegam ao valor apresentado por Magno.

Os dois postos pertencem ao ex-deputado estadual e ex-chefe da Casa Civil do Espírito Santo, José Tasso Oliveira de Andrade, condenado em segunda instância por roubo de dinheiro público.

Magno é também relator do novo PL que modifica a lei antiterrorismo para incluir atos com motivação “ política, ideológica e social”, o que poderia enquadrar os movimentos sociais como terroristas.

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