Honra aos mestres

A quem interessa calar a voz dos professores? O respeito à hierarquia em sala de aula é de enorme importância. A ideia equivocada de rotular docentes como doutrinadores partidários não é apenas ofensiva, mas distorce a real característica da educação. Educar também é despertar o indivíduo da letargia social, trabalhando valores humanos e transformando saberes em ideais construtivos de humanidade. Isso nada tem a ver com doutrinação partidária.

A força da honra aos mestres, vale lembrar, também auxilia no desenvolvimento profissional e acadêmico. É algo importante e que segue para a vida, junto com valores e conhecimento. O papel dos que ensinam vai muito além de dos conteúdos apresentados em sala de aula, sobretudo a formação crítica dos alunos de diferentes idades.

Em pouco mais de um século, o mundo passou por muitas transformações. Sim, tivemos um enorme desenvolvimento tecnológico, mas o legado de destruição e morte também foi grande: devastação do meio-ambiente, guerras e holocausto. A autotransformação só é possível quando nos abrimos para a revisão de crenças e a abertura de valores mais positivos.

É salutar que ao longo da vida o ser humano se depare com crenças e ideais diversos. Assim, de forma plural, despertamos o interesse para assuntos que passamos a considerar relevantes, a gostar de livros, artes, música ou alguma prática esportiva.

Quem tem medo da doutrinação partidária no ambiente escolar deve aprimorar os argumentos e exemplos para que seus ideais se sobreponham quando confrontados.

É preciso pensar a educação como sementes que caem no solo fértil e se transformam em belas flores e árvores.

Texto escrito por Daniella Sinotti, psicoterapeuta e consteladora familiar.

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