Condenado por corrupção será articulador político de Bolsonaro

Foto: Divulgação

Apesar de o candidato do PSL destacar, entre suas bandeiras de campanha, o fim do que chama de “toma lá, dá cá” entre o Executivo e o Legislativo, a adesão do partido do Centrão seria vantajosa para o seu governo. O DEM elegeu 29 deputados no dia 7 de outubro. O PSL de Bolsonaro terá a segunda maior bancada, com 52 parlamentares.

Derrotado na disputa pelo governo do Distrito Federal, Alberto Fraga reuniu cerca de 30 parlamentares que defendem o afrouxamento das regras para posse de arma na casa do presidenciável no Rio de Janeiro na última terça-feira.

“Já anuncio aqui que quem vai coordenar a bancada no Planalto vai ser o Fraga”, disse Bolsonaro, em vídeo divulgado pelo deputado — hoje, esta função cabe ao ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência. Fraga, por sua vez, disse que não houve conversas sobre cargos e o que existe é uma “identificação pessoal” do candidato com alguns nomes da legenda.

Alberto Fraga é condenado por corrupção

Alberto Fraga foi condenado em setembro a quatro anos, dois meses e 20 dias de prisão, em regime semiaberto, sob a acusação de pedir 350 mil reais em propina a cooperativas de transporte, em 2008, quando era secretário de Transportes do governo José Roberto Arruda. A decisão é de primeira instância e cabe recurso.

“Fui condenado, sim, por um juiz ativista do LGBT. Dizem para eu não falar isso, mas eu tenho que falar, porque deve ser por isso que houve essa pressa de condenar”, afirmou o deputado na ocasião, quando estava em campanha pelo governo do DF. Sua defesa alega que a condenação é política porque, além de não ter provas, o processo ficou parado por dez anos e a decisão foi dada durante as eleições.

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