“Pacientes continuam morrendo na fila da regulação”, diz Zé

Foto: Divulgação

A cada dia aumenta o número de pacientes que morrem aguardando um exame ou cirurgia na Central Estadual de Regulação (CER) do governo do estado, a chamada “Fila da Morte”. Entre o último domingo (9/9) e segunda-feira (12/9), pelo menos cinco pessoas morreram à espera de regulação no município de Simões Filho.

Nesta quinta-feira, o programa eleitoral de TV da campanha de Zé Ronaldo (DEM) apresentou aos eleitores baianos a história  de Josilene dos Santos, que morreu no último dia 2 de agosto, em Juazeiro, após esperar sete anos por uma cirurgia cardíaca em um hospital público da Bahia. Diagnosticada com miocardiopatia, doença que compromete o funcionamento do miocárdio (músculo do coração), ela teve quatro paradas cardíacas e não resistiu.

Em nota enviada ao jornal A Tarde, o atual governador Rui Costa disse que isso era falácia (mentira). “Ninguém espera sete anos para fazer uma cirurgia emergencial”, disse o governador. No programa eleitoral de Zé Ronaldo, a mãe de Josilene, dona Maria Josélia, se disse “arrasada” por saber que o governador “foi aos jornais dizer que essa história era mentira”. “Ele fala isso porque não foi com ninguém dele. Ele não tem família? Não tem coração?”, pergunta a mãe de Josilene.

De acordo com o candidato Zé Ronaldo, da coligação Coragem para Mudar a Bahia, há 1400 pessoas aguardando diariamente na fila de regulação por uma vaga em hospitais sem leitos. Segundo ele, seu compromisso será zerar essa fila, comprando vagas e exames na rede particular de saúde, além de abrir novos hospitais regionais para atender a todas as regiões do estado.

“As pessoas estão morrendo sem atendimento médico, isso não pode continuar assim”, assegura o candidato, informando que, com o bom uso dos recursos do estado, é possível ampliar o número de hospitais.

A aposentada Concileide Castro Farias, de 50 anos, morreu no inicio da tarde de ontem (12/9) enquanto aguardava na fila por uma vaga em um leito de Unidade de Terapia Intensiva (UTI). A espera durou mais de 30 dias. “Sinceramente é muito revoltante, por causa de uma vaga em um leito de UTI, custar a vida de uma pessoa, isso é inaceitável. A gente trabalha, paga os impostos para ter uma saúde, mas olha o que a gente tem”, disse Elizeu Castro Farias, filho de Concileide.

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