#LulaLivre: ato reúne milhares de trabalhadores em Salvador

Milhares de trabalhadores ligados às centrais sindicais foram ao Farol da Barra, em Salvador, nesta terça-feira, 1º, para participar de um ato político-cultural em celebração ao Dia Internacional do Trabalhador.

A programação, que começou por volta de 13h, contou com a mobilização das centrais sindicais e apresentações de artistas e músicos baianos, como Lazzo Matumbi, Pedro Pondé, Aloísio Menezes, Trio Nordestino, Zé Honório e Rebeca Matta, entre outros.

Além de protestarem contra as reformas trabalhista e da Previdência e reivindicarem melhorias para a classe trabalhadora, como diminuição das taxas de desemprego e mais investimentos sociais, os participantes do ato também cobram a liberdade do ex-presidente Lula – que está preso em Curitiba – e respostas acerca do assassinato da vereadora Mariele Franco (Psol-RJ).

“É um 1º de Maio muito importante para a classe trabalhadora brasileira, que foi vitimada por um golpe jurídico-parlamentar e que também teve todos os seus direitos e conquistas varridos do mapa. É hora de fazer uma grande reflexão sobre qual é o país que a gente quer daqui pra frente. E esse 1º de Maio vai cumprir essa função. É isso que a gente quer: conversar com a classe trabalhadora acerca de todos esses problemas para tirar o país dessa crise”, afirmou Cedro Silva, presidente da Central Única dos Trabalhadores na Bahia (CUT-BA).

Em meio a bandeiras vermelhas, camisetas, faixas e cartazes estampando os rostos de Marielle e Lula, um estande montado no gramado em frente ao Farol se propôs a fazer a ponte entre a capital baiana e Curitiba (PR), onde o ex-presidente está preso, desde o dia 7 de abril, em uma sala especial na Superintendência da Polícia Federal.

Ali, representantes do PT baiano disponibilizaram caneta e papel para quem quisesse escrever cartas endereçadas a Lula, como fez o analista de sistemas Samuel Marinho de Oliveira, 28.

“Falo sobre toda a minha admiração e respeito pelo presidente. Informo a ele que nós reconhecemos que isso é um golpe implantado por toda a direita brasileira, que deseja vender o país para o estrangeiro. Digo que ele precisa confiar e ter fé para que a justiça seja feita e, em breve, ele possa ser liberto e se tornar novamente o nosso presidente”, detalhou.

Segundo voluntários, cerca de 1,3 milhão de cartas sairão da Bahia com destino à capital paranaense.

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