Governo fortalece os serviços de atenção primária de saúde na Bahia

Foto: Divulgação

Com mais de R$ 15 bilhões aplicados em obras, serviços e recursos humanos na área da saúde entre 2015 e 2018 na Bahia, o Governo do Estado abriu mais de 1.150 leitos neste período, sendo aproximadamente 500 na capital baiana. O detalhamento destes e outros investimentos em Salvador foram abordados pelo secretário da Saúde do Estado, Fábio Vilas-Boas, nesta terça-feira (3), durante uma audiência pública na Assembleia Legislativa da Bahia.

“Este é um cenário bem diferente de diversos estados do Brasil, onde o subfinanciamento do Sistema Único de Saúde (SUS) e a redução de repasses federais têm provocado o fechamento de serviços e unidades de saúde”, afirma Vilas-Boas.

Na Região Metropolitana de Salvador, o governador Rui Costa investiu R$ 180 milhões, para a construção do novo Hospital Metropolitano, que contará com 265 leitos, está em ritmo acelerado, com a inauguração prevista para o primeiro semestre de 2019. Ele será o segundo maior hospital público da região metropolitana de Salvador e vai desafogar a demanda do HGE e HGRS.

Já em Salvador, o investimento em obras e equipamentos no HGE 2 e Hospital da Mulher totalizaram R$ 130 milhões. Do total de leitos abertos na capital, diversos foram de Terapia Intensiva (UTI) adulto, pediátrica e neonatal, como nos hospitais Geral Roberto Santos (HGRS), Geral Ernesto Simões Filho (HGESF), Eládio Lassére, bem como em instituições como Martagão Gesteira, referência em atendimento pediátrico, e Hospital Santo Antônio, das Obras Sociais de Irmã Dulce. Ainda no primeiro semestre deste ano, será aberto o novo Couto Maia, unidade referência em doenças infecto-contagiosas, com 120 novos leitos e investimento de R$ 109 milhões. Também iniciam as obras da nova maternidade João Batista Caribé, além da reforma e modernização das Unidades de Emergência de Cajazeiras, Pirajá e Curuzu.

Atenção Básica
Para mudar a realidade de Salvador, que ocupa hoje a pior colocação em cobertura de Atenção Básica à saúde entre as capitais brasileiras, com apenas 36% da população assistida, o Governo do Estado lançou um arrojado programa de construção de unidades básicas de saúde (UBS) e vários outros equipamentos no município. Ao todo, dentro de um ano, serão entregues à Prefeitura Municipal seis UBS, duas policlínicas, dois centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e uma Academia de Saúde. Todos serão entregues equipados e prontos para prestar assistência à população.

Para a construção e aquisição de todos os aparelhos e mobiliários serão investidos quase R$ 50 milhões, com recursos do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e fazem parte do Programa de Fortalecimento do Sistema Único de Saúde (SUS) na Região Metropolitana de Salvador (ProSUS). O objetivo é melhorar as condições de saúde da população, especialmente na Região Metropolitana de Salvador (RMS), com foco na Atenção Primária como porta de entrada para ampliar o acesso, a qualidade e a eficiência dos serviços

O Governo do Estado ainda construirá três centros de referência estaduais, ambos na capital, sendo um para atender pacientes portadores de feridas de difícil cicatrização, outro para pessoas com anemia falciforme e um terceiro voltado para quem tem hipertensão e aterosclerose sistêmica.

Durante a audiência pública, o titular da pasta da Saúde ainda pontuou que para solucionar a grave crise referente à falta de serviços de hemodiálise em Salvador, que até o momento não foi solucionada pelo município, o Estado decidiu abrir, ainda este mês, um centro para atender até 240 pacientes no bairro de Escada, no subúrbio da capital.

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