Greve dos médicos completa um mês em Camaçari

Nem mesmo o pedido do bispo Dom João Carlos Petrini foi capaz de sensibilizar o prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (DEM), a chegar a um acordo com os médicos do município. A falta capacidade de diálogo de Elinaldo fez com que a população completasse um mês sem atendimento médico neste domingo (28). Cabe lembrar que até farmácias Elinaldo fechou!

A carta de intenções lavrada e assinada na presença de Dom Petrini, no dia 18, foi, na prática, rasgada pela Prefeitura. Com isso, a decepção foi o sentimento marcante na assembleia dos médicos de Camaçari na noite de quinta-feira (25), quando foi avaliada a resposta da Secretaria Municipal de Saúde aos pleitos apresentados no decorrer do movimento grevista que está em curso.

O ofício encaminhado ao Sindimed pelo secretário municipal de saúde, Elias Natan Dias, com duas páginas é um desfile de justificativas para negar todos os pleitos dos médicos e quase uma peça de propaganda política das realizações que alegam ter feito nessa gestão.

A Prefeitura nega qualquer reajuste, mesmo sabendo que os salários estão sem recomposição inflacionária desde 2015. Não admitem a incorporação da produtividade e ainda anunciam a instalação de relógios de ponto, reforçando a concepção equivocada deles em que a saúde do povo deve ser tratada como mercadoria e o serviço médico como linha de montagem.

“Diante da decepção geral com a seriedade na condução das negociações, os médicos reafirmaram a disposição de manter a greve e continuar firmes na luta por uma saúde de qualidade e condições dignas de trabalho”, diz a nota do Sindimed.

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