Greve dos médicos de Camaçari completa nove dias

Mesmo com toda perseguição do prefeito Elinaldo Araújo (DEM), os médicos de Camaçari seguem em greve e firmes na luta por melhores condições de trabalho e por qualidade na área da saúde.

Paralisados desde o dia 28 de dezembro, os grevista irão participar da festa do padroeiro São Thomaz de Cantuária para denunciar as mazelas da estrutura de saúde pública do município.

Além das precárias condições de atendimento, que penalizam médicos e pacientes, a situação vem sendo agravada com a centralização dos serviços de saúde que a Prefeitura vem promovendo. Os médicos denunciam, por exemplo, o fechamento das farmácias nas Unidades de Saúde da Família. Além disso, a Secretaria de Saúde está restringindo o acesso a exames, limitando a periodicidade entre um e outro.

Elinaldo é tão perservo que além de colocar do desrespeito aos médicos, resolveu fechar da UPA Nova Aliança para transformá-la em unidade exclusivamente pediátrica, o que vai piorar ainda mais os atendimentos.

“Essa política de assistência da Prefeitura é ainda mais perversa considerando que o município ocupa amplo espaço geográfico e tem um sistema de transporte precário, dificultando o acesso aos serviços e onerando o orçamento das famílias”, avalia o Sindicato dos Médicos do Estado da Bahia (Sindimed).

Nova Assembleia
Os próximos passos do movimento grevista será decidido na próxima quarta-feira (10), às 13h30, no Sindicato dos Metalúrgicos de Camaçari.

Na pauta de reivindicações, as péssimas condições de trabalho constituem o objeto principal da greve, que conta com o apoio da população. Além disso, a paralisação também cobra a reposição das perdas inflacionarias. Os médicos já estão há três anos sem reajuste salarial. Mesmo assim, a greve só veio após várias tentativas de negociação, sempre frustradas pela Prefeitura.

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