O ano termina…

O período de final de ano provoca angústia em muita gente. As músicas que se repetem nos estabelecimentos comerciais, os encontros familiares, as cobranças, as listas de desejos e o processo de repensar os planos de vida chegam como uma bomba-relógio. Quando uma parte da alma se prende a um aspecto de criança dependente, aumenta a dúvida e ansiedade.

Pensar na felicidade como algo que chega com o emprego novo, a formatura, o casamento ou o nascimento de um filho é apenas parte de um problema maior. Na morada dessa criança dependente ou tirana, a culpa chega como um fardo difícil de carregar, com sentenças dolorosas e baixa autoestima. Para espantar os fantasmas da mente é preciso despir-se da vergonha e do medo de encarar a cobrança e a ilusão.

Autodesconhecimento pode ser a palavra chave para que as pessoas se reconectem com sua verdadeira essência. Descortinar o que é da alma e o que é do ego, por trás da névoa formada pela cobrança interna, é algo que não acontece através de livros de autoajuda. Os fantasmas internos precisam ser revisitados e interpretados para que saiam da sombra. A retomada de uma parte da alma faz parte do processo de maturidade emocional.

*Daniella Sinotti, Psicoterapeuta Transpessoal Sistêmica e Jornalista

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