Pauta Livre

Rogaciano Medeiros

GOLPISMO

As agressões à democracia e ao Estado de direito não se materializam apenas em atos macro como a ditadura civil militar (1964-1985) ou no impeachment sem crime de responsabilidade do ano passado.

Se concretizam também em atos menores que ferem os princípios republicanos, a ordem institucional, a Justiça e a liberdade.

Como, por exemplo, a impunidade concedida ao senador Aécio Neves (PSDB-MG), a salvação de Temer e as novas regras para o trabalho escravo.

ALTIVEZ

Acusada de ter sido indicada para o cargo com a tarefa de proteger o presidente Temer, a procuradora geral da República, Raquel Dodge, continua surpreendendo.

Ontem, entregou ofício ao ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, no qual o Ministério Público Federal se manifesta totalmente contra as novas regras para o enquadramento de trabalho análogo à escravidão.

REPERCUSSÃO

Cresce, em ritmo acelerado, as reações nacionais e internacionais à portaria que praticamente acaba com a fiscalização ao trabalho escravo. Até mesmo a secretária nacional de Direitos Humanos do governo Temer, Flávia Piovesan, se manifestou contra. A OIT (Organização Internacional do Trabalho) condenou veementemente a medida.

IMBECILIZADORES

Ultimamente, a sociedade brasileira tem sido impedida de refletir, de ter uma opinião independente sobre o Brasil, pelo que a filósofa Márcia Tiburi chama de “imbecilizadores profissionais”.

São atores que agem planejada e organizadamente para extirpar o senso crítico das pessoas, que assim “perdem a capacidade de pensar por si mesmas e saem repetindo ideias prontas, por puro entorpecimento intelectual”. O retrato da mídia golpista.

RENOVAÇÃO

Os tais “imbecilizadores profissionais”, citados pela filósofa Márcia Tiburi, têm como uma das principais expressões Luciano Huck. O animador de auditório global assina artigo na Folha de São Paulo no qual reafirma a pretensão de ser candidato a presidente da República e se apresenta como “a renovação da política no Brasil”.

Como se o novo, por si só, fosse suficiente para garantir a retomada da democracia, do Estado de direito, da ética e do desenvolvimento sustentável.

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