Deputada pede que governador Rui transforme Neojiba em política de Estado

Foto: Ascom/Maria del Carmen

Durante sessão especial em comemoração aos 10 anos do Programa Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia (Neojiba), nesta quinta-feira (19), na Assembleia Legislativa da Bahia, a deputada estadual Maria del Carmen (PT) anunciou o pedido, feito ao governador Rui Costa, para que o Neojiba passe a ser política de Estado.

“Nosso objetivo é garantir que este programa possa ser permanente, garantindo o desenvolvimento social de crianças, adolescentes, jovens e de suas famílias, repercutindo na sociedade. É sabido que quando os programas são regidos através da política de governo, esses estarão em situação de vulnerabilidade, posto que, havendo mudança do governo, essas políticas públicas podem ser desativadas. Logo, transformar o Neojiba em política de Estado dará a segurança necessária para que o projeto continue com bases firmes, com intensa atuação e imensurável contribuição social”, justificou Maria del Carmen, proponente da atividade.

Idealizador do programa – que, hoje, atende a mais de 4.600 crianças, adolescentes e jovens baianos em seus Núcleos de Prática Orquestral e Coral e através de ações de extensão, sendo uma ferramenta de desenvolvimento social e de estímulo à cultura – Ricardo Castro também acredita que transformar o Neojiba em política de Estado é essencial. “Nos honra que a Assembleia Legislativa da Bahia reconheça a importância do Neojiba como política pública e tenha interesse em transformá-lo em política de Estado. Este será um passo importantíssimo para ampliar seu alcance”, observou o maestro.

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Superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da Secretaria Estadual de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS), Emiliano José também acredita que “o Neojiba pr638//4ecisa se espalhar de forma generalizada por toda a Bahia”.

Com filhos e sobrinhos no programa, no Núcleo Pirajá, em Salvador, onde os mesmos recebem aula de percussão, flauta e pífano, por exemplo, Cirlene Nascimento frisou que “o programa proporciona aos alunos e, inclusive, a nós pais, diversão, arte, cultura, conhecimento, além de ser oportunidade de qualificação profissional e crescimento pessoal. Por causa do programa, hoje, meu filho, de 18 anos, é bolsista em um curso de capacitação técnica na cidade de Simões Filho. Amamos a ideia de nossas crianças não estarem ociosas, expostas a riscos. Só temos a agradecer. Vida longa ao Neojiba!”

 “O momento pelo qual o país passa é terrível, com o esfacelamento de programas sociais, de investimentos em cultura, por enxergarmos o quanto são importantes programas como o Neojiba”, destacou o diretor do Teatro Vila Velha, co-idealizador do Neojiba e ex-secretário de Cultura da Bahia, Márcio Meireles.

Ao finalizar a atividade, Maria del Carmen destacou que “a música tem o poder de transformar, é verdade. E as crianças, adolescentes e jovens alunos do Neojiba têm a emoção necessária proveniente da música, aliada à disciplina, para transformar suas vidas. E é com a educação continuada que daremos respaldo para a melhoria significativa na vida de cada pessoa inclusa neste programa”.

Presentes
Também compuseram a mesa solene o ex-governador da Bahia e membro do Conselho Administrativo do Instituto de Ação Social pela Música (IASPM), Roberto Santos; a diretora da Fundação Cultural da Bahia (Funceb), Renata Oliveira; o diretor do Teatro Castro Alves (TCA), Moacyr Gramacho; o gerente regional da Caixa Econômica Federal, Lídio Mota; a coordenadora do Centro de Apoio à Criança e ao Adolescente, Márcia Guedes.

Sobre o programa
No Brasil, o Neojiba é o primeiro programa governamental inspirado no aclamado “El Sistema”, programa venezuelano criado em 1975. Nascido em 2007, o NEOJIBA é um dos programas prioritários do Governo do Estado, que tem como objetivo promover a integração social de crianças, adolescentes e jovens baianos, potencializando as políticas públicas de educação e cultura através da prática coletiva e de excelência da música, proporcionando o desenvolvimento social dos integrantes e das suas famílias. Inicialmente, o mesmo fazia parte da estrutura da Secretaria Estadual da Cultura, mas, na gestão do governador Rui Costa, passou para o arcabouço da SJDHDS, com objetivo de ampliar seu alcance.

Os impactos são sociais e também artísticos. Além de ter sido a primeira orquestra juvenil do Brasil a se apresentar na Europa, a Orquestra Juvenil da Bahia, já realizou sete turnês internacionais e três nacionais, levando o nome da Bahia e uma nova imagem da juventude baiana para o mundo.

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