Pauta Livre

Rogaciano Medeiros*

CONCLUSÕES
Para a jornalista Tereza Cruvinel, a carta de Temer aos deputados permite duas conclusões: completo desprezo ao povo brasileiro e muito desespero com o andamento da segunda denúncia da Procuradoria Geral da República, depois das delações de Lúcio Funaro, operador do PMDB. A PGR acusa o presidente da República de obstrução da Justiça e organização criminosa. A votação na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal está marcada para esta quarta-feira (18/10).

PESSOAL
A delação de Lúcio Funaro continua a sacudir o golpismo. Nesta quarta-feira (18/10), justamente no dia quando a CCJ da Câmara Federal deve votar a segunda denúncia da PGR contra Temer, o presidente da casa, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), viaja para o Chile. Mas, trata-se de um conflito pessoal entre os dois, pois do ponto de vista político os democratas continuam fechados com a salvação do presidente da República.

ESCRAVISTA
A decisão de Temer, que esvaziou a fiscalização ao trabalho análogo à escravidão, a fim de garantir o apoio total da bancada ruralista e assim se salvar da segunda denúncia da PGR, tem de ser levada à apreciação de uma corte internacional. É a posição defendida pelo jornalista Xico Sá, que acusa o presidente da República de crime contra a humanidade. “Ele está trocando escravos por votos”.

PEGADAS
Poucos dias depois de encontrar as digitais de Geddel nos R$ 51 milhões descobertos em um apartamento em Salvador, fato que o levou à prisão, a PGR e a PF alegam ter fortes indícios das pegadas do irmão do ex-ministro, deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB), no dinheiro, segundo as acusações fruto de cobrança de propina. As especulações são de que as investigações possam atingir o prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM). Os três sempre foram coligados.

DESISTÊNCIA
Dizem, nos meios políticos, que ACM Neto (DEM) começa a articular o anúncio de desistência da disputa ao governo do Estado na eleição do próximo ano. O desmantelo da família Vieira Lima – Geddel e Lúcio – complica muito a situação eleitoral do prefeito de Salvador. Com o PMDB baiano despedaçado, as chances são praticamente zero. Política se faz com grupo. O PSD do senador Otto Alencar e o PP do vice-governador João Leão estão fechados com a reeleição do governador Rui Costa.

CARREIRISTA
O presidenciável do PDT, Ciro Gomes, considera João Dória (PSDB) carta fora do baralho na corrida presidencial. “Não é do ramo. Torrou o orçamento de São Paulo, queimou as pontes todas. Perdeu o ‘timing’ para fazer acordo por dentro e ser eventualmente candidato a governador. Colidiu com o cara que o inventou. E passou para a população a ideia de que é um carreirista, que só pensa em si, que não tem nenhum compromisso com nada e com ninguém”.

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