Vítimas de crimes sexuais como reféns do medo e da culpa

Foto: Divulgação

A cada notícia sobre um caso de abuso sexual, inclusive envolvendo menores de idade, há quem ceda ao ímpeto de tentar culpar a vítima. Alguns dados divulgados recentemente pelo Ministério da Saúde ajudam a entender o panorama dos crimes sexuais no Brasil. O levantamento aponta que 70% das vítimas de estupro no Brasil são crianças e adolescentes. Metade são menores com histórico de estupros anteriores, quase sempre por um familiar ou por alguém muito próximo da vítima e de sua família.

Nem sempre os pais conseguem acompanhar todos os deslocamentos de seus filhos menores de idade, ainda que o zelo pela integridade física e moral seja um dever. Para grande parte da população, a solução é o uso dos meios públicos ou alternativos de transporte, ou caronas. Isso pouco importa aos agressores, que costumam se utilizar da confiança da família para cometer abusos. São situações que acontecem em igrejas, clubes, escolas, nos condomínios fechados e, principalmente, no ambiente doméstico. Culpar a vítima ajuda somente a contribuir para o sofrimento de quem precisa ser amparado num momento de angústia.

Mulheres enfrentam séculos de subserviência, terror e dominação. Questões dessa natureza não se apagam sem deixar rastros. Resta o poder do grito de liberdade, um chamado para um tempo de maior equilíbrio e consciência. Peter Levine, no livro A Cura do Trauma, traz uma série de considerações relevantes sobre o comportamento de vítimas e algozes no que diz respeito a crimes sexuais. Ele lembra que pessoas repetidamente sobrecarregadas ficam em estado de ansiedade e impotência e se tornam presas fáceis. O comportamento de vítima potencializa a ação de criminosos.

Temas que envolvem sexualidade continuam envoltos em tabus. Isso costuma dificultar reflexões mais profundas e criteriosas acerca desse tema. É importante lembrar que em cada caso de abuso há alguém que precisa de cuidados. Sintomas de ordem física e mental geram impactos que afetam a vítima e todos ao seu redor.

Daniella Sinotti é Terapeuta Transpessoal Sistêmica, jornalista e apresentadora de Rádio. Utiliza clinicamente a abordagem da Terapia Transpessoal Sistêmica (TTS), criada por Jordan Campos. Trata-se de uma terapia intensa e com acesso direto aos conteúdos inconscientes, na qual é utilizada a terapia regressiva, reprogramação mental, iridologia, constelação familiar, física quântica e biopsicossomática.
Locais de atendimento: Empresarial Thomé de Souza – SALA 608 – Av. ACM, 3244 Caminho das Árvores – Salvador – BA

Mundo Zen Terezinha Lopes. Condomínio Amsterdam. Lauro de Freitas.

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