Camaçari: Elinaldo persegue professores em greve

O prefeito de Camaçari, Elinaldo Araújo (DEM), trocou o diálogo e respeito pelos professores pela perseguição aos profissionais da educação. Aconselhado pela secretária municipal de Educação, Neurilene Martins, o “parceiro do povo” mandou cortar o ponto dos trabalhadores que entraram em greve após o governo se negar a negociar a pauta de reivindicação da categoria.

Nesta terça-feira (18), autorizada por Elinaldo, a secretária de educação encaminhou o Ofício Circular nº76/2017 aos gestores escolares para dar falta nos professores que aderiram à paralisação. Com a medida (pasmem), Neurilene e Elinaldo acreditam melhorar a “qualidade da educação municipal”.

O documento foi duramente criticado pelos professores que classificaram o documento como uma intimidação ao movimento grevista e desrespeito do “parceiro do povo”, que durante a campanha eleitoral prometeu melhorar as condições dos servidores municipais.

Entenda os motivos da greve professores e professoras de Camaçari.
Os profissionais estão em paralisação porque a data-base da categoria é 1º de janeiro e o Sispec enviou a pauta de reivindicações em dezembro de 2016, além de protocolar vários ofícios solicitando reuniões de negociação com os gestores municipais. O objetivo é focar na questão do reajuste salarial e nas demandas que comprometem a qualidade da educação em Camaçari, porém Elinaldo não solucionou a demanda da categoria.

De acordo com o Sindicato dos Professores e Professoras da Rede Pública Municipal de Camaçari (Sispec), o “parceiro do povo” não cumpre a lei federal desde janeiro de 2017, comprometendo a vida financeira e social dos trabalhadores em educação. “Em campanha o ano passado, o prefeito Elinaldo prometeu dias melhores para os servidores. Até o momento esse discurso não se transformou em prática”, ressalta a nota do Sispec.

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