Dinheiro em caixa de sapato. Isso te lembra alguma coisa?

O ministro Edson Facchin relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, determinou a retirada do sigilo das delações premiadas do casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura, que são investigados por indícios de terem recebido dinheiro de caixa 2 por trabalhos em campanhas eleitorais. Cinco milhões de reais foram pagos em sacolas, caixas de roupas e de sapatos, de acordo com a marqueteira.

Segundo Mônica Moura, em 2005, durante o escândalo do mensalão, Lula teria pedido ao então ministro da Fazenda, Antonio Palocci, que convidasse João Santana para fazer a campanha à reeleição. A condição para a contratação, segundo a marqueteira, era aceitar que parte do pagamento fosse feito “por fora” (não declarado), em espécie, pela empreiteira Odebrecht, forma que ela reconhecia como “ilícita”.

Essa história de caixa de sapato mexe com o imaginário da população de Camaçari, que associa “caixa de sapato” diretamente ao ex-prefeito e deputado federal, Luiz Caetano (PT), que foi preso durante a Operação Navalha da Polícia Federal. Durante a prisão, agentes federais encontram na casa do parlamentar uma caixa de sapato com R$ 180 mil. Na época Caetano explicou o que o dinheiro era fruto de suas economias pessoais. O processo foi arquivado por falta de provas, mas a sátiras com a caixa de sapato permanecem vivas até hoje nas ruas de Camaçari e foi reativa após matéria do Jornal Nacional, exibida nesta quinta-feira (12).


Caixa de sapato
Monica Moura disse que o valor total aproximado da campanha foi R$ 24 milhões para os dois turnos da eleição, dos quais R$ 13,75 milhões pagos de forma oficial e R$ 10 milhões pagos de maneira não oficial pela Odebrecht. Conforme o texto da delação, Monica Moura disse ter viajado “constantemente” para São Paulo em 2006 e 2007 para receber os pagamentos em dinheiro vivo. Segundo ela, a entrega era feita em uma loja de chá no shopping Iguatemi por Juscelino Dourado, assessor de Antonio Palocci.

Monica Moura relatou que Dourado entregava o dinheiro em sacolas, caixas de roupas e de sapatos. Segundo ela, R$ 5 milhões foram pagos dessa forma e os outros R$ 5 milhões em depósitos feitos pela Odebrecht em uma conta no exterior.

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