Vereadora Marta Rodrigues defende projeto Escola Livre no lugar de “Escola Sem Partido”

Foto: Divulgação

A vereadora Marta Rodrigues (PT) esteve no programa Na Boca do Povo, na manhã desta quarta (18), na Rádio Excelsior, para falar sobre o projeto Escola Livre, de sua autoria. Participou do programa o vereador Alexandre Aleluia (DEM), autor do projeto Escola Sem Partido, que, para Marta, tem o claro objetivo de cercear a liberdade de manifestação do pensamento dos professores nas salas de aula e de desviar a atenção dos reais problemas da educação em Salvador.

O projeto Escola Livre foi apresentado por Marta para garantir a pluralidade de ideias nas escolas públicas e privadas. É notadamente visível que o projeto de Aleluia, o Escola sem Partido, além de querer amordaçar professores e retirar a liberdade de manifestação do pensamento nas salas de aulas, confunde doutrinação com o debate de ideias e a pluralidade.

“O meu projeto, o Escola Livre, respeita a liberdade dos professores e a inclusão do debate teórico  na sala de aula, que deve ser ambiente plural, de respeito a todas as religiões, crenças e opiniões”, pontuou Marta.

A vereadora aproveitou ainda para lembrar que a APLB – Sindicato de Professores da Bahia ja se manifestou totalmente contrário ao Projeto Sem Partido, com ofício enviado para os vereadores e para o presidente da Câmara.

“O projeto de Aleluia confunde também o papel da escola e da família na formação do indivíduo ao querer impor valores apenas da religião cristã. Precisamos ressaltar que o Estado é laico e que a escola deve ser ambiente de respeito a todas as religiões, inclusive as de matrizes africanas, que cotidianamente são vítimas da intolerância”, acrescentou Marta.

No Projeto Escola Livre, a vereadora, que também é professora, ressalta a importância dos alunos formarem o próprio juízo  de valor e da sala de aula ser ambiente do debate sobre diversidade de gênero e do respeito ao próximo independentemente de crenças ou orientações.  “Nós propomos o futuro, o respeito ao próximo, ao conhecimento científico. O projeto do vereador credita aos professores os problemas na qualidade do ensino, quando, na verdade, não consegue levar em conta as realidades como os baixos salários, as péssimas condições de trabalho e as estruturas sucateadas com as quais precisam trabalhar” pontuou Marta.

Permitir uma Escola Livre é também respeitar os professores. “Imputar aos nossos os problemas na qualidade de ensino é não ter o menor respeito com a classe dos professores. O Projeto Escola Sem Partido  é  retrógrado, propõe cidadãos alheios às causas sociais, sem pensamento crítico e sem o direito de construir visões de mundo através de percepções individuais e coletivas”, destacou  a vereadora.

A prefeitura de Salvador, cujo partido é o mesmo do vereador Aleluia, aprovou um Plano Municipal de Educação que não contemplou diversos quesitos apresentados pelos professores. “Os professores já sofrem com a baixa valorização de salário, péssimas condições de trabalho e pouca estrutura. Sou professora e sei disso”, finalizou.

Com informações da Ascom/ Vereadora Marta Rodrigues (PT)

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