O que Elinaldo e Geddel têm em comum?

De um lado Geddel Vieira Lima, político com vasta experiência e envolvido em diversas denúncias de corrupção. Do outro, Elinaldo, prefeito (marionete) de Camaçari, sem experiência administrativa e que saiu algemado da Câmara de Vereadores. Não é apenas a política e as diversas acusações de crimes cometidos que eles possuem em comum. Na hora que a “casa caiu”, ambos contrataram o respeitado advogado Gamil Föppel para realizar suas respectivas defesas com honorários milionários.

Elinaldo, que saiu preso de dentro da Câmara de Vereadores de Camaçari e foi direto para o Complexo Penitenciário da Mata de Escura, em Salvador, contratou Föppel para livrá-lo da cadeia. De acordo Justiça, Elinaldo é investigado por suspeita de integrar a quadrilha “Pinta”, acusada de exploração de jogos de azar, sonegação de impostos, enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil e o MP-BA em Camaçari, o grupo agia na cidade havia 28 anos.

A Operação Caronte, deflagrada em 2014, mobilizou uma força-tarefa com seis promotores e policiais do Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Draco). Além das prisões, a Justiça determinou o bloqueio nas contas correntes dos denunciados (até R$ 5 milhões), a quebra dos sigilos bancário e fiscal e o fechamento de três boxes que seriam usados na exploração do jogo do bicho no centro da cidade.

Depois de Elinaldo, foi a vez de Geddel (que é do mesmo partido de Tude, o vice de Elinaldo) contratar os serviços de Föppel, que é o terceiro advogado mais admirado do Brasil. De acordo com o MPF, Geddel fazia parte “de uma verdadeira organização criminosa e participava de uma esquema de fraude na liberação de recursos da Caixa Econômica Federal para empresas entre 2011 e 2013, período em que foi vice-presidente de Pessoa Jurídica do banco, em troca de “vantagens ilícitas”.

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