Transição em Lauro de Freitas é um verdadeiro segredo de Estado

“Debaixo de sete chaves. Um verdadeiro segredo de Estado”. Assim pode ser classificada a transição na Prefeitura de Lauro de Freitas realizada pela prefeita eleita, Moema Gramacho. Em sua equipe de transição, além da própria Moema, consta a vice-prefeita, Mirela Macedo, o seu chefe de gabinete em Brasília, Ailton e a contadora Ivone. O ex-procurador do município, Kívio Dias, chegou a fazer parte da equipe, mas se afastou por incompatibilidade na agenda.

Eleita em uma chapa formada por 14 partidos, a falta de informações e diálogo sobre o processo de transição e composição de governo tem deixado os presidentes das legendas e os vereadores da coligação angustiados. “Moema não diz nada, nem que não, nem que sim”, reclamou uma pessoa próxima a Moema. Já presidentes de partidos ouvidos pelo site Badogada, mas que pediram para não ser identificados, foram unânimes em dizer que a falta de informações aos aliados tem deixado muita gente insatisfeita.

“Ou vamos ficar de fora, ou Moema já tem a receita pronta para a reforma administrativa”, afirmou uma fonte. Atualmente, a Prefeitura de Lauro de Freitas conta com 16 secretarias e o Gabinete do Prefeito. O desenho da reforma administrativa ainda não foi definido, mas o esboço do modelo aponta a redução de quatro secretarias e a extinção do Gabinete do Prefeito e centenas de cargos comissionados.

Nos bastidores da política, petistas afirmam que Moema não tem perdido muito tempo com a transição, pois além de conhecer a máquina pública, sabe desde o início o verdadeiro abacaxi que vai ter que descascar a partir de 1º de janeiro, ao receber do pior prefeito da história de Lauro de Freitas, Márcio Araponga, a gestão da cidade.

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