Muda PT realiza encontro na Bahia e cobra mudanças no partido

Em busca de reestruturação, após ter levado uma badogada da oposição e ter perdido a presidência da República, além de ser o partido derrotado nas eleições municipais, pois foi o que mais perdeu Prefeituras e vereadores, o PT busca encontrar um novo caminho para voltar a ser o farol da esquerda no Brasil.

A tarefa é extremamente difícil. Beira o nível “impossível”, mas correntes internas do partido articularam o movimento nacional “Muda PT”, formado pela Articulação de Esquerda, Avante S21, Esquerda Popular Socialista, Mensagem ao Partido e Militância Socialista, que além oxigenar o PT, busca também destronar a CNB, corrente que domina a legenda.

Na Bahia, o movimento “Muda PT” realizou o seu encontro estadual, neste sábado (26), que é etapa preparatória para o encontro nacional do movimento, a ser realizado nos próximos dias 2 e 3 de dezembro, em Brasília. O evento contou com a presença dos deputados federais Afonso Florence, Nelson Pelegrino, Jorge Solla, Waldenor, Moema Gramacho, Luís Caetano e Valmir Assunção, do estaduais Joseildo Ramos, Marcelino Galo, Maria del Carmen, Neusa Cadore e José Raimundo, além de prefeitos, vereadores e militantes do partido.

Mudanças
Na avaliação da deputada federal e prefeita eleita de Lauro de Freitas, Moema Gramacho, “a ideia é de mudança, de fazer com que o PT nacional entenda que precisa de uma autorreflexão na condução do partido, repensar a relação com as bases sociais. E sempre respeitando as minorias, pois a democracia não é só onde a maioria escolhe. Mas onde a minoria é respeitada”, pontuou.

Foto: Divulgação

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Já o deputado estadual Joseildo Ramos, disse que mais do que um retorno às suas origens, o PT precisa apontar para o futuro. “O PT mudou o Brasil e agora é quem precisa mudar”, declarou. “Precisamos refundar, reencantar o nosso partido, resgatar o PT na relação com os movimentos sociais e a sociedade” , convocou Waldenor. Otimista, o deputado Zé Raimundo comentou que “o momento é de crise, mas é também o momento de renascermos”.

Muda PT
O movimento defende o retorno do Partido dos Trabalhadores às suas raízes, fincadas nos movimentos sociais, a consolidação da democracia interna, uma autocrítica capaz de apontar a retomada do protagonismo da legenda na política nacional, passando por uma avaliação da política de alianças partidárias nas disputas eleitorais.

Em seu manifesto, o Muda PT diz que o “VI Congresso, urgente e necessário, deverá ocorrer com amplo debate, por meios virtuais e presenciais, que traga para a roda de conversa toda a vitalidade dos que resistem conosco ao golpe – movimentos sociais, intelectuais, artistas, religiosos, jovens, mulheres, a linha de frente da resistência democrática que, apoiando ou não nosso Partido e governos, são parceiros necessários para a busca de novos horizontes para as esquerdas brasileiras. É assim que responderemos de forma unitária aos desafios que se colocam para o PT e paras as esquerdas brasileiras”.

O Muda ainda tece duras críticas a organização interna do partido. “Entendemos que o PED não é o instrumento adequado para eleger a direção, mais ainda previamente e em substituição à centralidade do debate ideológico, político e organizativo do Congresso. A nova direção, o novo programa e a atualização da organização são decisões e sínteses coletivas que devem andar juntas, expressar nosso pluralismo e a construção da unidade partidária”, diz o manifesto.

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