Entidade que debate futuro da Região Metropolitana está divida entre base governista e oposição

Um laboratório para analisar a correlação de força entre Rui Costa e ACM Neto e, consequentemente, as eleições de 2018, é ficar de olho nas atividades do Comitê Técnico da Entidade Metropolitana, formada por 12 dos 13 municípios que integram a Região Metropolitana de Salvador (RMS).

Depois das eleições municipais, o Comitê está rachado. Seis municípios são administrados por partidos da base governista e seis por legenda que fazem oposição ao governo estadual. A capital baiana não participa e nem reconhece a Entidade Metropolitana, criada em 2014 pelo então governador Jaques Wagner. O prefeito de Salvador na época ingressou com uma ação na Justiça contra a existência do Comitê.

mapa-metropolitana-de-salvador

A Entidade Metropolitana funciona como uma autarquia intergovernamental, de regime especial, com caráter deliberativo e normativo, com a finalidade de exercer as competências relativas à integração, planejamento e execução das funções públicas de interesse comum a toda região. 119 integrantes participam do Comitê, que após a reunião realizada nesta quarta-feira (23), voltará a se reunir em março de 2017.

Até então, o Comitê debateu, principalmente questões relacionadas a mobilidade e sistema de informação para otimizar a integração dos municípios. E a expectativa para o próximo ano é avançar nas questões de saneamento básico e o uso do solo, questões polêmicas, principalmente para as cidades litorâneas e suas relações servis à especulação imobiliária, como é o caso de Salvador, que teve envolvimento pessoal até do ministro do governo golpista, Geddel Vieira Lima, para liberar um empreendimento que desrespeita a questão do gabarito e impacto de vizinhança, previsto no próprio PDDU da capital baiana.

Sob a batuta de Neto, os municípios governados por legendas da oposição prometem “imobilizar” as atividades do Comitê, por se tratar de um espaço estratégico para se pensar o desenvolvimento da Região Metropolitana. Qualquer êxito do Governo do Estado na RMS é ponto para reeleição de Rui Costa, que agora precisa responder com obras e ações nas cidades vizinhas a Salvador para conter o “efeito Neto”, uma vez que PT saiu esmagado das eleições municipais na Grande Salvador.

Veja a lista dos municípios da RMS e os respectivos partidos que comandam cada cidade:

Camaçari (DEM)
Candeias (PP)
Dias d’Ávila (PT)
Itaparica (PDT)
Lauro de Freitas (PT)
Madre de Deus (DEM)
Mata de São João (PSDB)
Pojuca (PSDB)
Salvador (não participa)
São Francisco do Conde (PP)
São Sebastião do Passé (PSD)
Simões Filho (PMDB)
Vera Cruz (PMDB)

Comente

Be the first to comment on "Entidade que debate futuro da Região Metropolitana está divida entre base governista e oposição"

Deixe uma resposta