Wagner assume Conselhão e tarefa de ajudar reeleger Rui Costa

O criador e a criatura | Foto: Manu Dias/GOVBA

A esperança e o clima de vitória tomaram conta do Salão de Atos durante a posse do ex-governador e ex-ministro,  Wagner, na gestão Rui Costa, nesta segunda-feira (21). O espaço ficou lotado e contou com a presença massiva dos deputados federais, estaduais, prefeitos, do senador Otto Alencar e secretários estaduais.

Wagner desembarca no Governo do Estado para assumir o Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codes), que tem por objetivo auxiliar o governador na elaboração de políticas e estratégias que promovam o desenvolvimento sustentável em todas as regiões da Bahia. O Codes ou “Conselhão”, como é conhecido é formado por 45 representantes de diferentes segmentos sociais e a partir de 2017 irá circular o estado da Bahia para ouvir propostas dos produtores, dos empresários, dos comerciantes e dos estudantes, para melhorar o desenvolvimento baiano.

Na prática, Wagner vai cuidar da área mais vulnerável da gestão Rui Costa: a relação política com a base aliada. Se Rui tem feito uma gestão eficiente, a parte política tem deixado a desejar, o que levou tanto o senador Otto Alencar como o presidente da Assembleia Legislativa, Marcelo Nilo, a criticarem abertamente os erros na condução política durante o evento.

Apesar da humildade em seu discurso, Wagner tem a tarefa de reorganizar a relação com os partidos aliados, conter revoltas internas, melhorar o diálogo com os movimentos sociais e colocar a trem na linha para garantir a reeleição de Rui Costa em 2018. Não é tarefa simples, mas como diz o ditado: em uma tempestade é melhor deixar o comando do navio com o capitão mais experiente.

Em um discurso de mais de 15 minutos, o presidente do Conselhão frisou diversas vezes que quem manda no governo é Rui e ele, mais um soldado na batalha. “Eu só jogo em time, projeto político não se constrói com brilho individual, mas sim, em equipe onde cada um joga na posição que sabe”, explicou.


Por sua vez, o governador Rui Costa pontuou que pelo reconhecimento ao trabalho de Wagner prestado ao estado e a pela amizade de mais de 34 anos, o ex-ministro poderia pleitear qualquer secretaria em sua gestão, “mas a sua humildade e compromisso com o nosso projeto político o fez aceitar assumir o Conselho e debater uma agenda de desenvolvimento territorial em toda Bahia”, disse.


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