Via Metropolitana tem obras atrasadas e pedágio não será integrado

Foto: Manu Dias/GOVBA

De acordo com apuração da reportagem do Badogada, após 1 ano e 10 meses de trabalho no local, a Via só tem 56% das obras executadas.

viametropolitana2

Foto: Manu Dias/GOVBA

No dia 14 de janeiro de 2015, o governador Rui Costa assinou a ordem de serviço para a construção da Via Expressa Metropolitana Camaçari-Lauro de Freitas. Ao custo de R$ 200 milhões, a obra foi prometida para ser entregue em julho deste ano. Contudo quatro meses após o prazo previsto, o Governo do Estado, após realizar vistoria técnica, informou nesta semana que a previsão de entrega agora será no primeiro semestre no ano que vem.

De acordo com apuração da reportagem do Badogada, após 1 ano e 10 meses de trabalho, a obra só tem 56% do cronograma executado. No ritmo que vai, seriam necessários mais 1 anos e cinco meses para a Via Metropolitana ser entregue, ou seja só em abril de 2018.

Apesar de ser uma obra curta, são apenas 11,2 km de extensão, a Via Metropolitana pode resolver os constantes engarrafamentos na BA-099, que atinge, principalmente os moradores de Lauro de Freitas. Atualmente, são gastos 50 minutos para percorrer a Estrada do Coco até chegar na Rodovia CIA-Aeroporto, com a Via Metropolitana o mesmo trajeto seria feito em apenas dez minutos. De acordo com dados do executivo estadual, cerca de 110 mil veículos trafegam diariamente pela região.


A rapidez, evidente, tem um preço pois será cobrado pedágio pela concessionária Bahia Norte, para quem estiver retornando da Linha Verde no sentido Salvador. Já para quem segue da capital baiana com destino às praias da Linha Verde não será cobrado pedágio.

Tarifa não será integrada
O pedágio não será integrado, ou seja, o motorista que já paga a tarifa na praça do pedágio em Abrantes, pagará uma nova taxa para pegar a Via Metropolitana. O valor ainda está sob análise, segundo a Bahia Norte.

Por isso, a BA-099 continuará aberta para quem quiser poupar no bolso, mas gastar em paciência. A decisão de manter uma via alternativa é fruto da trágica implantação das praças do pedágio na Bahia, principalmente, na Região Metropolitana de Salvador, que gerou protestos e processos na Justiça, mas no fim a conta caiu no bolso do cidadão e dificultou o trânsito entre os municípios que fazem parte da RMS.

Status da obra
De acordo com o Governo do Estado, 910 operários e 222 máquinas trabalham na Via Metropolitana. Da Estrada do Coco, onde foi construída uma passagem subterrânea, até o Rio Joanes, são três quilômetros, aproximadamente, de área pavimentada, com conclusão de toda a drenagem e a parte de infraestrutura viária.


Das 12 pontes previstas no projeto, nove estão em fase de acabamento, como as que foram erguidas sobre os rios Paranamirim e Joanes. As três pontes restantes já estão em construção. Além da recuperação da vegetação nas margens, barreiras de metal foram instaladas em diversos pontos da via para ampliar a segurança.

Comente

Be the first to comment on "Via Metropolitana tem obras atrasadas e pedágio não será integrado"

Deixe uma resposta